segunda-feira, 19 de junho de 2023

UFA!

 30 anos de trabalho no Ipsemg. Nos últimos oito anos, achei que não agüentaria esse desgoverno, que me deixou indignada por todo esse tempo, mas como não nasci pra sofrer e muito menos para chorar pitangas, cá estou eu: aposentada, liberada e cheia de gás pra ficar a toa, sem ter que ouvir as besteiras que já ouvi a muitos anos...

Nunca fui como a maioria que quer e se prepara pra trabalhar fora, nunca foi meu sonho de consumo. Trabalhei do jeito que eu quis, fiz o que eu quis, pois tive a honra de fazer amigos como Ceci Laviola, que me levou pra SUHOSP e lá trabalhei com Roberto Jose Bittencourt, que anos depois me convidou para ser sua secretaria. Assim, cheguei à Disa, onde continuei trabalhando com o Dr. Roberto Porto Fonseca, após a saída do Dr. Roberto Bittencourt. Com os dois tive a certeza, que quem tem competência é leve, tem bom humor e  confia nos seus colaboradores , tem ciência da sua sabedoria e autoridade sem autoritarismo. Eles me deixaram fazer do meu jeito, e com essa liberdade trabalhei mais e com mais carinho,  e o que pode ser comprovado, pude fazer melhor.

Olhando pra traz, vejo que os que eu mais incomodei, foram os incomodados que  se preocupavam com o meu horário, com o que eu vestia, com a minha alegria, minha energia e acima de tudo com a minha liberdade!

Sempre tive certeza que trabalho é um modo de ganhar dinheiro para pagar coisas que me agradam, então nunca vi ali como minha casa, nem os colegas como minha família,  eu sempre tive certeza  das minhas raízes e do meu porto-seguro, que são meu marido, meus filhos, netos e bisneto.

Sei que de todos os colegas, poucos carrego para a minha vida, respeitei todos, não engoli alguns, e os mais queridos sabem,  para eles dei e dou todo o meu calor,  por telefone, numa rodada de bar ou no aconchego de nossas casas .

Como digo sempre, nunca deixei de dar um abraço ou uma palavra de carinho a alguém, porque tinha que bater ponto,  ria na hora que achava graça e chorava mais pelas dor dos outros do que pelas minhas poucas. 

Portanto, deixando os entretantos e indo direto aos finalmentes, como muitos eu não morri, não me deprimi e não me colocaram cabresto. Falei o que eu quis pra quem mereceu ouvir, palavras doces, afagos, guloseimas e mimos pra quem mereceu e continua merecendo. Para os outros... os outros são os outros e só!

Fui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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