30 anos de trabalho no Ipsemg. Nos últimos oito anos, achei que não agüentaria esse desgoverno, que me deixou indignada por todo esse tempo, mas como não nasci pra sofrer e muito menos para chorar pitangas, cá estou eu: aposentada, liberada e cheia de gás pra ficar a toa, sem ter que ouvir as besteiras que já ouvi a muitos anos...
Nunca fui como a maioria que quer e se prepara pra trabalhar fora, nunca foi meu sonho de consumo. Trabalhei do jeito que eu quis, fiz o que eu quis, pois tive a honra de fazer amigos como Ceci Laviola, que me levou pra SUHOSP e lá trabalhei com Roberto Jose Bittencourt, que anos depois me convidou para ser sua secretaria. Assim, cheguei à Disa, onde continuei trabalhando com o Dr. Roberto Porto Fonseca, após a saída do Dr. Roberto Bittencourt. Com os dois tive a certeza, que quem tem competência é leve, tem bom humor e confia nos seus colaboradores , tem ciência da sua sabedoria e autoridade sem autoritarismo. Eles me deixaram fazer do meu jeito, e com essa liberdade trabalhei mais e com mais carinho, e o que pode ser comprovado, pude fazer melhor.
Olhando pra traz, vejo que os que eu mais incomodei, foram os incomodados que se preocupavam com o meu horário, com o que eu vestia, com a minha alegria, minha energia e acima de tudo com a minha liberdade!
Sempre tive certeza que trabalho é um modo de ganhar dinheiro para pagar coisas que me agradam, então nunca vi ali como minha casa, nem os colegas como minha família, eu sempre tive certeza das minhas raízes e do meu porto-seguro, que são meu marido, meus filhos, netos e bisneto.
Sei que de todos os colegas, poucos carrego para a minha vida, respeitei todos, não engoli alguns, e os mais queridos sabem, para eles dei e dou todo o meu calor, por telefone, numa rodada de bar ou no aconchego de nossas casas .
Como digo sempre, nunca deixei de dar um abraço ou uma palavra de carinho a alguém, porque tinha que bater ponto, ria na hora que achava graça e chorava mais pelas dor dos outros do que pelas minhas poucas.
Portanto, deixando os entretantos e indo direto aos finalmentes, como muitos eu não morri, não me deprimi e não me colocaram cabresto. Falei o que eu quis pra quem mereceu ouvir, palavras doces, afagos, guloseimas e mimos pra quem mereceu e continua merecendo. Para os outros... os outros são os outros e só!
Fui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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