A peleja de Marina contra a saudade de Naiara ou a favor da
cachaça de salinas...
Isso foi há muitos anos: - A Primeira
viagem de Mara sem Naiara, sua rebenta, que pequena, ainda não podia participar
das festas e festivais no Vale.
Mara encantada com a liberdade de
ser plena. Mãe e mulher, novamente fazendo parte das rodas de violas e
cantorias que só no Vale nos valia .
As tintas e os pinceis já faziam
parte da sua empreitada, mas de uma maneira guardada protegida da vontade de se
aprimorar, se mostrar e embelezar a vida com suas cores e alegria.
Salinas e sua cachaça. Salinas e
sua historia. E nós lá, cheios de vida, em busca de novidades e alegria.
Aguardente e ardente, a saudade
misturada e um rio seco debaixo de uma ponte.
Lembra Mara da saudade da filha
ausente, a garrafa debaixo do braço periga cair, tem que segurar a garrafa, tem
que segurar o coração e tem que ignorar o rio senão...
Rio sem água não afoga, saudade é
coisa boa que nem incomoda, assim deixa o rio pra lá, é hora de comemorar.
Davi chegou depois e a alegria se compôs ...
Os festins e festivais continuam
nos pinceis de Marina, em suas telas, que hoje enfeitam e alegram quem as tem,
quem as quer.
São traços firmes coloridos e
seguros, que transformam a peleja das cores, das flores e dos cantos, no
encanto de minha comadre, com seus quadros que embelezam e iluminam nosso
canto.
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